O Alto Douro Vinhateiro corresponde à zona mais expressiva, mais bem tratada e conservada da região Demarcada do Douro. Alto Douro Vinhateiro está associado a aldeias e quintas produtoras de vinho de qualidade excepcional e de elevada rentabilidade económica.
ALDEIAS VINHATEIRAS
A Casa de Gouvães está localizada nas proximidades de duas das Aldeias Vinhateiras, Provesende e Favaios, locais onde se desenvolvem algumas das nossas propostas de programas locais. As restantes aldeias, espalhadas pelo Douro Vinhateiro, são: Barcos, Salzedas, Trevões e Ucanha. Todas elas merecem uma visita atenta, pelo seu enquadramento paisagístico e pelo notável trabalho de recuperação das fachadas e coberturas dos edifícios do núcleo central histórico.
As Aldeias Vinhateiras vão dispor de um plano de dinamização turística que pretende potenciar o seu desenvolvimento socio-económico e assim contribuir para a fixação da população nestas aldeias durienses.
De Outubro a Dezembro decorre o Festival das Aldeias Vinhateiras, com magnífcos programas e onde se salienta a forte componente cultural, que nos faz um lembrar a História do Douro com os usos, costumes e tradições de outros tempos.
GOUVÃES DO DOURO - SABROSA
A aldeia de Gouvães do Douro é uma freguesia portuguesa do concelho de Sabrosa, com 6,30 km² de área e 240 habitantes (2001). Densidade: 38,1 hab/km². Está situada a cerca de 4 km do Pinhão, coração do Douro Vinhateiro, Património Mundial da Humanidade. Teve Foral concedido por D. Sancho I em 1202. Mais tarde seu neto, D. Sancho II, doou à Arquidiocese de Braga. Foi vila e sede de concelho entre 1202 e 1834. O município era constituído pelas freguesias de Casal de Loivos, Gouvães do Douro e São Cristóvão do Douro. Tinha, em 1801, 798 habitantes. Aquando da extinção foi integrado no concelho de Provesende. A povoação está disposta em cascata. Dela se avista um magnífico panorama das margens dos cursos do rio Pinhão e rio Douro. Gouvães do Douro produz vinho e azeite da mais alta qualidade. Foi, em tempos, nesta aldeia que se encontravam os melhores cesteiros durienses, artesãos que trabalhavam essencialmente para os cestos de vindima, usados noutros tempos. Esta actividade encontra-se actualmente já quase extinguida.
Arquitectura:Pelourinho Imóvel de interesse público (Decreto 23126, de 11/10/1933). É do género dos chamados de gaiola. Caiu com um temporal em 1874, mas o povo reconstruiu-o imediatamente. Possui fuste cilíndrico, liso, capitel volumoso onde se apoia a gaiola.
Fontanário público, recentemente objecto de restauro.
Casa Grande com bonito brasão junto da Igreja Matriz. Existe uma outra com brasão mas já em ruínas. Ambas não pertencem às famílias fundadoras.
PINHÃO
A Vila do Pinhão está situada no coração do Douro Vinhateiro, na margem direita do Rio Douro e uma dos mais bonitos lugares de Portugal. Freguesia do concelho de Alijó, a pacata Vila dispõe de uma área de cerca de 300 hectares, tendo como freguesias limítrofes Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas, Casal de Loivos, Valença do Douro, Covas do Douro, São Cristóvão do Douro, Gouvães do Douro e Ervedosa do Douro.
Pinhão dista 17 quilómetros da sede de concelho, Alijó, e 38 da sede de distrito, Vila Real. O topónimo desta freguesia justifica-se pelo facto de aí se encontrar a foz do Rio Pinhão, afluente do Douro. O rio Pinhão nasce na aldeia de Raiz do Monte, na freguesia de Mina de Jales, atravessando, depois, diversas localidades (Souto Escarão, Pinhão Cel, Balsa, Torre de Pinhão, Parada de Pinhão, Cheires, Vale de Mendiz, São Cristóvão), desaguando no Pinhão.
Pinhão foi, ao longo dos tempos, um lugarejo, na zona ribeirinha, com casebres de pescadores. Os barcos existentes dedicavam-se, para além da pesca, à passagem de pessoas, de animais e de mercadorias para as margens opostas dos dois rios (Pinhão e Douro). Antigamente, chegava-se até esta povoação por uma via romana que ligava Sabrosa à margem direita do rio Pinhão ou por Murça, passando por Favaios, Vale de Mendiz, Vilarinho de Cotas e Casal de Loivos. Descia-se então, a encosta até à zona da praia, onde se armazenava tudo o que se destinava ao embarque ou desembarque nos barcos rabelos, no rio Douro. Mais tarde, essa estrada foi apelidada de "Estrada Real". As margens do Rio Douro começaram a ficar cobertas de vinha, dando origem ao famoso Vinho Fino, de superior qualidade. Só a partir de 1678, altura em que alguns ingleses se radicaram na região, é que começou a surgir a designação Vinho do Porto. O transporte do vinho para Vila Nova de Gaia era feito nos barcos rabelos, transformando o Pinhão num grande entreposto de vinhos finos. Em 1870, os concelhos de Sabrosa e de Alijó estavam ligados através da ponte em cantaria existente sobre o rio Pinhão. A localização privilegiada do Pinhão e a importância dos seus transportes foram os principais factores de desenvolvimento deste aglomerado que, rapidamente, alcançou o estatuto de Centro Económico Geográfico da Região Demarcada do Vinho do Porto.
O Pinhão foi elevado a freguesia no dia 23 de Setembro de 1933, pelo Decreto-Lei n.º 23057. Tendo sido elevado a Vila a 20 de Junho de 1991, tal como se pode comprovar no Diário da Assembleia da República, I Série, n.º 96 do dia 21 de Junho do mesmo ano. A Assembleia da República usando da faculdade exclusiva que lhe é conferida pela alínea n) do artigo 167.º da Constituição da República Portuguesa deliberou, em reunião plenária de 20 de Junho do ano de 1991, elevar a localidade de Pinhão a vila. Este facto histórico consta no Diário da Assembleia da República, I Série, n.º 96, de 21 de Junho de 1991 e foi publicado como lei n.º 91/91 de 16 de Agosto no Diário da República, I Série, n.º 187 de 16 de Agosto de 1991. A paisagem do Pinhão está classificada pela UNESCO como património cultural da Humanidade e a justificar a sua importância na região é de destacar que foi a primeira freguesia do distrito de Vila Real a ter telefone, correio permanente, água canalizada e uma Casa do Povo.
PROVESENDE
Couto da Sé de Braga até 1834, foi vila e sede do Concelho no período entre 1835 e 1853, altura em que integra o Concelho de Sabrosa. É uma das mais antigas povoações de Portugal, pois já existia no reinado de D. Afonso VI de Leão (Séc. XI). Bons vinhos, azeite e excelentes miradouros. É a freguesia mais artística e de maior interesse arquitectónico do Concelho.
Arquitectura: Igreja Paroquial Século XVIII, bom templo de uma só nave. Foi edificada no local da velha matriz. Pelourinho Imóvel de interesse público (Decreto 23126 de 11/10/1933). Possui 5 degraus de forma de oitavada e coluna monolítica, coroada por gaiola quadrada. Fonte Com armas reais e insígnias arquiepiscopais, que datam de 1755. Casa da Praça Século XV A mais antiga casa brasonada de Provesende. Está muito degradada. Casa do Santo Século XVIII. Ainda na posse da família fundadora. Casa do Vale Século XVIII. Casa do Campo Século XVIII em ruínas. Casa do Belezas Século XVIII/XIX da melhor arquitectura do distrito. Está razoavelmente conservada, Casa do Terreiro Século XVIII.Casa da Calçada Século XVII e reconstruída no século XVIII. Também está na posse da família fundadora do vínculo. Casa do Cimo da Vila Século XVIII. Casa do Fundo da Vila fundada no século XVIII por um descendente de Diogo Cão o descobridor de Angola. Foi destruída por um incêndio e reconstruída no Século XIX. Casa dos Cunhos do Amaral ou de Santa Catarina Século XVIII.Capela de Santa Marinha Foi templo romano pagão e depois talvez o primeiro templo cristão nestas paragens. Depois terá sido mesquita e novamente cristão no século XI, altura em que foi doado aos Congregados Beneditinos que ali se fixaram. Actualmente é conhecida como a Capela do Senhor Jesus Cruxificado.
Arqueologia:Castro no alto da serra de S. Domingos com muralhas em xisto, mas muito arruinado. No cume foi erguida a Capela de S. Domingos. Cemitério Luso Romano Imóvel de interesse público (Decreto 30762 de 26/09/1940). Foi destruído nos anos cinquenta para plantação de uma vinha.
SABROSA
Teve carta de foral em 1 de Maio de 1196, concedido por D. Sancho I Vila desde 1836, data da criação do Concelho, dista de Vila Real sede do Distrito, 19 km. Encostada à serra do Criveiro está abrigada do norte e voltada a sul. Possui excelentes vinhos sendo o branco muito apreciado. Em 1758, foi considerado como feitoria.
Arquitectura: Igreja Paroquial Estilo barroco maneirinho, construída no século XVIII, no lugar onde existiria a Capela de Ferrão de Magalhães e a que se refere no seu testamento. Edifício da Câmara Municipal era solar da família Barros Lobo, que o doou quando da constituição do município em 1836. O seu Brasão tem as mesmas peças da outra casa em frente, também da mesma família e que ainda está na posse dos descendentes seus fundadores. Casa da Comba belo edifício com Capela e brasão. Solar dos Canavarros foi a mais imponente e maior casa solarenga de Sabrosa. O brasão foi mandado destruir pela antiga proprietária aquando da execução da hipoteca, por divida, no primeiro quartel de século passado. Há anos adquirida pelo município, é hoje um hotel 3 estrelas. Casa da capela Foi da família Pinto Pizarro Gama Lobo. Casa dos Azeredos Pinto com Capela privativa. Casa da Pereira onde nasceu o navegador Ferrão de Magalhães. Num dos cunhais existe um brasão picado, diz se, por ordem de D. Manuel I. Casa do Navegador que se supõe ter sido pertença de Ferrão de Magalhães. É do final do século XV, possui uma janela ornada com dois pequenos padrões, em alto relevo e duas rosas dos ventos ( motivos náuticos). Fica defronte da Igreja Matriz e próximo da Casa da Pereira. Casa dos Correias Marinhos a mais antiga casa brasonada da vila, depois da de Fernão de Magalhães. Casa dos Teixeira Lobo com brasão.
Arqueologia: Castro Imóvel de interesse público (Decreto 251/70 de 15/05/1970). Vulgarmente conhecido por Castelo dos Mouros, está situado na extremidade oriental da Serra do Criveiro, a 2 Km da vila, sobranceiro à estrada 323. A sua cota é de 665 m. Dele se desfruta vasto e maravilhosa panorama e por base serpenteado rio Pinhão.